Alergia a ovo: entenda os 14 sintomas para ficar atento!

A alergia a ovo pode ocorrer especialmente em crianças e bebês por conta de uma proteína

Superalimento, rico em nutrientes e de valor acessível, os ovos estão presentes diariamente na mesa de qualquer brasileiro. Você sabia que ter alergia a ovo é algo comum, especialmente em crianças?

Essa alergia é causada pela proteína do ovo, especialmente aquelas presentes em sua clara, o alimento pode causar reação alérgica em muitas pessoas. Um pouco menos comum, alguns casos podem estar associados a algum alergênico presente na gema.

Entender então as causas por trás desse mal é importante para melhor tratá-lo, a fim de preservar a saúde do indivíduo alérgico. Portanto, continue lendo para descobrir tudo sobre este assunto.

Como funciona a alergia a ovo?

Ter uma alergia nunca é algo confortável, assim, buscar suas causas e tratamentos é algo essencial. Quando falamos do ovo, o maior alvo das reações adversas são as crianças, apesar de ser algo que acomete ainda indivíduos adultos.

Em geral, a alergia aos ovos tem como principal causa uma predisposição genética. Tal como acontece com boa parte dos casos de alergia à proteína do leite.

Semelhante a qualquer outro tipo de reação alérgica, esta ocorre quando o sistema imunológico “vê” o ovo como um corpo estranho. Os maiores fatores estão associados a:

  • Clara do ovo: maior causadora de reações adversas, isso acontece por ela ser rica em proteínas consideradas alergênicas, mesmo em sua versão pasteurizada. A alergia à ovalbumina é a mais comum entre as crianças, mas as demais proteínas chamadas albumina, ovomucina, ovomucoide, lizoima e ovotransferrina podem causar alergia em pessoas de qualquer idade;
  • Gema do ovo: ricas em inúmeros minerais, suas proteínas chamadas lipovitelina e fosvitina podem causar efeitos alergênicos também.

As reações dessa alergia surgem após o contato cutâneo ou ingestão do alimento. Isso tem como causa o desenvolvimento de anticorpos, pelos alérgicos, a algumas dessas proteínas. É possível ter tanto alergia a uma das partes do ovo, quanto às duas.

Desse modo, os alérgicos devem evitar não apenas o consumo do alimento, como o contato com a pele. Por isso, é sempre importante verificar a possível presença desses em remédios, por exemplo, a fim de evitar reações adversas no seu uso.

Quais os principais sintomas dessa alergia?

os sintomas podem ir da conjutivite até erupções cutâneas

Para identificar a alergia a ovo, estar atento aos seus sinais é o primeiro passo. Para aqueles que são pais, conhecê-los é importante porque as crianças normalmente não sabem identificar possíveis causas. Ou até mesmo entender sinais dados por doenças.

Quando sua manifestação ocorre na infância, é normal que os sintomas sejam vistos ainda nos primeiros anos de vida. Apesar disso, a condição pode sumir sem a necessidade de tratamento.

No entanto, isso não evita a necessidade de tomar cuidados durante sua existência. A alimentação deve sim ser restringida através da busca de substitutos ao ovo.

Os sintomas variam de acordo com o grau de alergia da pessoa e costumam aparecer poucas horas após consumo ou contato. São eles:

  1. Urticárias (erupções cutâneas) e eczemas na pele;
  2. Dificuldade para respirar com possíveis chiados;
  3. Pele com vermelhidão e comichão;
  4. Olhos vermelhos e lacrimejando;
  5. “Pingo” – rinorreia aquosa;
  6. Dificuldade para engolir;
  7. Espirros com chiado;
  8. Dores no estômago;
  9. Conjuntivite;
  10. Rouquidão;
  11. Tosse seca;
  12. Náuseas;
  13. Vômitos;
  14. Diarreia.

Os sintomas de coceira são os principais a se atentar em bebês. Isso faz toda diferença para se evitar uma possível anafilaxia. Uma reação de hipersensibilidade do tipo aguda que pode ser fatal.

Por outro lado, mas não menos importante de observar, os sintomas respiratórios de nariz são os menos comuns. Nos casos mais raros da alergia a ovo inchaço na língua, tontura e confusão podem ocorrer.

Caso observe qualquer um destes sintomas, vá ao médico alergista. Acontece que várias outras alergias, não apenas a do ovo, possuem alguns desses sinais. Logo, apenas através de um exame clínico é possível obter um diagnóstico.

Como diagnosticar e tratar a alergia a ovo?

Quando a alergia se manifesta na infância, é comum notar sintomas logo entre os primeiros 9 a 12 meses de vida. Em qualquer idade, eles acontecem após:

  • Consumo do alimento puro ou presente em uma receita e medicamentos;
  • O contato com a pele, em qualquer parte do corpo.

Para obter um diagnóstico, o teste de provocação oral é feito. Nele o indivíduo com suspeita de alergia irá ingerir certa quantidade do alimento.

Em seguida, o médico observa a incidência de sintomas típicos ou não. O tempo de duração desse exame costuma ser de pouco mais de uma hora.

O teste cutâneo, a verificação de anticorpos presentes no organismo e outros exames laboratoriais podem ser pedidos também. Isso garante uma maior assertividade e segurança ao determinar um diagnóstico.

Mesmo que desapareça com o tempo na maior parte dos casos, a forma de tratar a doença é deixando de consumir ovos. Seja de forma direta (ovo cozido, por exemplo) ou indireta ao estar presente na composição de:

  • Medicamentos;
  • Cosméticos;
  • Alimentos;
  • Vacinas.

A segunda etapa do tratamento é a substituição de ovos por outras fontes de proteínas e gorduras boas. Para que não haja um déficit nutricional que prejudique sua saúde.

Existem casos onde a alergia se desenvolve apenas com a ingestão de ovo cru. O que acontece ao primeiro contato com o alimento desta forma, depois de sempre o consumir apenas após sua cocção.

Nestes casos durante o tratamento é possível continuar ingerindo o alimento sem ser in natura. Por exemplo, como ovo frito com gema dura, omeletes, dentro de receitas, etc.

Leia também: “Cor da gema: vermelha, laranja ou amarela – o quê significa?”.

 

Conclusão

A alergia a ovo tem como causa principal as proteínas alergênicas presentes em sua composição. Essa pode se manifestar por conta do contato cutâneo ou do consumo:

  • Medicamentos, vacinas e cosméticos que o possuem em sua composição;
  • Através de pães, bolos, panquecas, biscoitos, macarrão, etc;
  • Só da gema ou da clara;
  • Do alimento cru.

O diagnóstico deve ser feito com acompanhamento médico, garantindo a segurança do indivíduo. Enquanto o tratamento é simples: a exclusão dos ovos da alimentação.

Contudo, a boa notícia é que essa alergia pode sumir com o tempo. Para isso, é claro, o diagnóstico, tratamento e acompanhamento devem ser feitos corretamente.

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